Lutar contra a tarifa e contra o aumento do custo de vida

As trabalhadoras e os trabalhadores de São Paulo começam um ano com uma dificuldade a mais. A tarifa do transporte de ônibus, metrô e trem subiu de R$ 4,00 para R$ 4,30. Esses trinta centavos podem parecer pouco, mas no fim do mês pesam muito no nosso bolso, e engordam o bolso dos empresários.

Quem faz a integração entre ônibus e trem para trabalhar, por exemplo, vai gastar por mês R$ 329, praticamente 1/3 do salário mínimo, que hoje vale R$ 998 – e seria 8 reais maior, caso Bolsonaro assinasse o que já estava previsto no orçamento. Também não aceitamos o argumento de “reposição” da inflação dos últimos anos, dado pelos políticos e burocratas das planilhas: se o aumento da tarifa seguisse o IPCA desde 2004, quando teve início o bilhete único, hoje a passagem custaria R$ 3,80.

O governo e a prefeitura colocam no lombo de todos nós, trabalhadoras e trabalhadores, a fatura que garante os lucros dos barões do transporte, ao mesmo tempo em que precarizam os serviços. A nova licitação dos ônibus vai retirar mais de 100 linhas de circulação. Já no metrô e nos trens, apesar do aumento no número de linhas, faltam funcionários, que trabalham sobrecarregados, e o sistema vem apresentando falhas, num processo de precarização que tem como objetivo entregar à iniciativa privada a preço de banana.

O custo de vida vem ficando cada vez mais caro à população em geral. Enquanto o salário minimo não chega a R$ 1 mil, o valor da cesta básica em São Paulo é de R$ 471,44. Para a grande maioria, que recebe menos de dois salários e paga aluguel, ou luta por moradia, usar o transporte público se torna um luxo. Quem nunca deixou de pegar ônibus pra alguma atividade por que não tinha dinheiro? Não deveria ser assim!

Além desse aumento fazer parte de interesses dos patrões do transporte, e não do interesse público da população, interessa para as elites que pobres e trabalhadores não transitem na cidade, especialmente nas áreas mais abastadas. O acesso e ocupação da cidade, incluindo saúde, cultura e educação, é negado para os que não têm condições de pagar essa tarifa abusiva. Uma forma de exclusão social. Por isso, vemos que lutar pelo transporte público faz parte de uma luta de todos os trabalhadores, trabalhadoras, excluídos e oprimidos.

O aumento na tarifa prejudica a todas e todos nós, seja para estudar, para levar os filhos a uma unidade de saúde, ou simplesmente passear no fim de semana. Por isso, nós da Resistência Popular Sindical-SP chamamos as trabalhadoras e os trabalhadores a somarem nos atos contra o aumento da tarifa. Não podemos aceitar calados mais esse abuso! Em defesa de um transporte público de verdade, e contra o aumento do custo de vida!

Primeiro Grande Ato Contra o Aumento
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019 – 17h
Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal

Link do evento: https://www.facebook.com/events/221726225406743/

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